Guia de viagem de Bruxelas que inclui informações acerca de hotéis, restaurantes e transportes, bem como um roteiro completo de 48 horas. O itinerário menciona tudo o que ver e fazer em Bruxelas em 2 dias, com destaque para as principais atracções e pontos turísticos.
Uma das cidades mais incompreendidas do Velho Continente, concedemos que os encantos de Bruxelas podem não ser evidentes à primeira vista. No entanto, assim que abrires a cortina para lá da fachada dos burocratas e empresários, do tempo cinzento e do ambiente excessivamente formal, a capital Belga é capaz de oferecer uma experiência bem simpática, perfeita para um fim-de-semana diferente.
É certo que a cidade pode não ter os atributos turísticos de Bruges, Ghent e até mesmo Antuérpia, mas aqui poderás ter um vislumbre da verdadeira Bélgica, ou não fosse este o ponto-de-encontro dos costumes da Valónia e da Flandres. Talvez seja mesmo esse o factor que torna Bruxelas tão intrigante. Uma terra que é de todos, mas não é de ninguém, que não tem uma cultura própria, mas sim uma amálgama de todas as culturas dos muitos imigrantes, expatriados e outros forasteiros que – por uma razão ou outra – acabaram por lhe chamar “casa”. Bom, isso ou as waffles. Provavelmente as waffles.
Posto isto, convidamos-te a ler o nosso guia de viagem de Bruxelas e descobrir o que de melhor a capital Belga tem para oferecer, incluindo hotéis, restaurantes, dicas de segurança e ainda um roteiro completo de 2 dias com tudo o que deves visitar em Bruxelas.
Sem surpresa, a capital Belga é uma das cidades mais bem ligadas do continente, contando com 2 aeroportos internacionais que a servem: o Aeroporto Bruxelas-Zaventem e Aeroporto de Charleroi.
Partindo de Portugal, existem voos directos para Zaventem a partir de Lisboa (Brussels Airlines e TAP), Porto (Brussels Airlines e Ryanair), Faro (Brussels Airlines, Transavia e TUI), Funchal (TUI) e Ponta Delgada (TUI). Já para Charleroi, podes voar directamente desde Lisboa, Porto, Faro e Funchal, com todas as rotas a serem asseguradas pela Ryanair.
Conforme mencionado na introdução, e apesar do seu estatuto enquanto capital da União Europeia, Bruxelas é uma cidade relativamente pequena e fácil de transitar, fazendo deste um excelente destino de fim-de-semana! Sem ter que acelerar propriamente o ritmo, com 2 dias completos já consegues visitar as principais atracções da cidade, não sendo por isso necessário gastar quaisquer dias das tuas preciosas e escassas férias.
Por outro lado, o melhor da Bélgica pode ser encontrado mais a oeste, na região flamenca da Flandres. Como tal, se quiseres aproveitar o balanço e juntar Bruxelas a um roteiro por Bruges, Ghent e Antuérpia, precisarás de pelo menos 5 dias completos.
Estando situada bem no centro do continente europeu, ditam as regras que a melhor altura para visitar Bruxelas coincida com o final da Primavera, Verão e início de Outono, com o período compreendido entre os meses de Maio e Setembro a ser o mais apetecível. Tem, contudo, em atenção que os preços em Bruxelas durante os meses de Verão podem ser de fugir, especialmente se a tua visita coincidir com o evento Flower Carpet (meses de Julho e Agosto, de 2 em 2 anos), quando a Grand-Place é decorada com um tapete de flores. No entanto, se o orçamento não for um problema, não há melhor altura para visitar Bruxelas que no decorrer deste evento!
Em contrapartida, deverás então optar pela chamada shoulder-season, correspondente aos restantes meses de Primavera e Outono, quando as temperaturas tendem a ser mais equilibradas e o número de turistas (bem como os preços) mais baixos. No entanto, e para os mais rijos com disposição para enfrentar o chuvoso e escuro inverno belga, visitar Bruxelas na época de Natal e explorar os seus (muitos) mercadinhos típicos pode também ser bastante compensador.
Uma vez que continuarás dentro da União Europeia, não te é exigida a apresentação de passaporte para poderes viajar, bastando apenas que estejas na posse de cartão de cidadão válido.
Estando o país vinculado às regras de roaming da UE, não te será cobrada qualquer taxa de roaming durante a tua visita à Bélgica.
Assim sendo, poderás simplesmente utilizar o teu cartão (quase) como se estivesses em Portugal (os dados das apps que as operadoras portuguesas contam num plafond separado, passam a contar para o teu plafond principal de dados. Isto significa que se tiveres 5GB de dados + 15GB para apps, enquanto estiveres em Bruxelas esses dados vão ser retirados aos 5GB e não aos 15GB).
Uma vez que a Bélgica faz parte da Zona Euro, o conjunto de países onde é utilizada a moeda única, poderás utilizar o teu cartão de crédito/débito português para fazer levantamentos e pagamentos no destino sem que te seja cobrada qualquer taxa de conversão.
Assim sendo, terás apenas que ter em atenção potenciais taxas cobradas pelo banco emissor da própria caixa automática onde fizeres o levantamento. Contudo, e sempre que haja lugar ao pagamento de qualquer comissão deste tipo, essa informação é descortinada antes de confirmares o levantamento, o que significa que podes sempre cancelá-lo e procurar outra caixa. Tem especial atenção às caixas da Euronet, que cobram uma comissão fixa por levantamento com cartão estrangeiro.
Por outro lado, se precisas de ajuda a manter o orçamento de viagem sob controlo, recomendamos neste guia de viagem de Bruxelas a utilização do cartão Revolut. Ainda que neste país não possas usufruir da principal vantagem deste produto – levantamentos em moeda estrangeira sem taxas de conversão – continua ainda assim a ser uma ferramenta útil.
Através da aplicação do banco online, terás acesso imediato a todos os gastos e ao saldo da tua conta, monitorizando assim os teus gastos diários. Para além disso, poderás carregar o cartão apenas com o valor que esperas gastar (por dia ou na viagem), evitando assim que gastes mais do que aquilo que esperavas e limitando também o valor que podes perder em caso de roubo ou fraude.
Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut
Ou não fosse a Bélgica a capital da União Europeia, Bruxelas pode ser considerado um destino extremamente seguro! Não importa aquilo que digam as redes sociais ou as “percepções” de quem visita, a verdade é que – estatisticamente – o índice de crimes é extremamente baixo. No entanto, esta é também uma cidade com bastantes desigualdades, o que acaba por se traduzir numa presença um pouco mais notória de pessoas em situação de sem-abrigo. No entanto, e embora impressionável, isso não se traduz numa ocorrência anormal de roubos ou assaltos.
Posto isto, é à vontade, mas não à vontadinha! Por mais segura que uma cidade seja, nunca deixes de parte o senso comum. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas (especialmente junto às Gares de comboios) e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. No fundo, não faças nada que não farias em nenhuma outra cidade do mundo!
Para além disso, recomendamos a utilização de uma bolsa anti-roubo. Ao contrário das bolsas comuns, as bolsas “anti-roubo” são especificamente desenhadas para dificultar o acesso dos carteiristas e ladrões aos pertences do utilizador. Uma das marcas especializadas neste tipo de produto é a PacSafe. A PacSafe equipa as suas bolsas com bloqueio ou travão de fecho, materiais resistentes a cortes e tecido com bloqueio RFID que impede o roubo electrónico das informações de cartão de crédito por via contactless. Nós temos os modelos Lunar, Crossbody e Sling e podemos pessoalmente atestar pela qualidade dos materiais especialmente pelas tecnologias de bloqueio / travão de fecho, que praticamente impossibilita abrirem-te a bolsa sem te aperceberes.
Infelizmente, Bruxelas está longe de poder ser considerada um destino económico. Especialmente no que toca a alimentação e alojamento, é extremamente difícil (mas não impossível) encontrar preços simpáticos, embora tenhas obrigatoriamente que te afastar do centro e ficar a dormir na periferia.
Posto isto, e se estás a priorizar a busca de um sítio para dormir na cidade, deixamos-te uma sugestão para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem de Bruxelas.
Nota: Se usares os links acima para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂
Situado a 15 km de distância, a melhor forma de viajar entre o Aeroporto de Zaventem e o centro de Bruxelas passa por recorrer ao comboio. A estação fica situada no interior do aeroporto, por isso é só seguir as placas – não há que enganar! Estes veículos operam entre as 05h30 e a meia-noite, com uma frequência de partida de 5 a 8 comboios por hora. A
viagem terá como destino a Estação Central de Bruxelas, com a viagem a durar apenas 18 minutos. Também podes optar por sair na Bruxelas-Norte ou na Bruxelas-Midi. Os bilhetes podem ser comprados online, no site dos Caminhos-de-Ferro da Bélgica, ou pessoalmente nas máquinas da estação. O preço do título de viagem será de €11,20, o que já inclui o suplemento de aeroporto no valor de €6,90.
Por outro lado, se assim o preferires, podes sempre recorrer ao autocarro 12, conhecido como a Airport Line, que liga o aeroporto à estação de metro Trone. Daí, podes optar por caminhar 1.5 km até ao centro ou fazer transbordo para o metro (o bilhete de autocarro é válido para o transfer). Esta linha opera entre as 05h00 e a 00h10, com uma frequência de saídas que varia entre os 10 e os 30 minutos, consoante a altura do dia. A duração da viagem, embora sujeita às condições de trânsito, ronda os 30 a 45 minutos.
O preço dos bilhetes irá depender da modalidade de pagamento. Se optares por utilizar o teu cartão de pagamentos contactless, validando-o no interior do veículo, ser-te-á debitada a tarifa de €7,90. Aplica-se o mesmo valor se comprares um cartão MOBIB, o cartão recarregável de transportes públicos de Bruxelas (o cartão em si custa €6, sendo descontados €7,90 pela viagem do saldo que carregares). Por fim, se comprares um bilhete em papel, o valor sobe para €8,40.
Alternativamente, se voares com a Ryanair, existe uma boa possibilidade de aterrares em Charleroi, a uns bons 50 km da capital. Nesse caso, a melhor forma de viajar entre o aeroporto e o centro de Bruxelas passa por recorrer a uma das empresas de transfers rodoviários, com destaque para a Flibco e para a Terravision. Em conjunto, tens sempre garantida pela menos 1 partida a cada 20 minutos, das 07h00 à 00h40. A viagem dura 55 minutos e termina na Bruxelas-Midi. Podes comprar o teu bilhete no site das companhias ou no stand à chegada por €19,95.
Como opção secundária, podes utilizar uma combinação de autocarro + comboio para chegares à Estação Central de Bruxelas. Primeiro, terás que apanhar o Bus TEC Charleroi, o veículo que liga o aeroporto à estação ferroviária local. Esta deslocação requer um suplemento aeroportuário, com o valor total do bilhete a custar €6,00.
Chegado à estação, é só fazer transbordo para um comboio rumo ao centro da capital por €11,70. Podes comprar logo o bilhete integrado (para os 2 transportes) no site dos Caminhos-de-Ferro da Bélgica, ou à chegada nas máquinas do aeroporto e, posteriormente, da estação. No total, conta com um tempo de viagem de cerca de 90 minutos, contabilizando autocarro + tempo de espera/transbordo + comboio até à Bruxelas Midi. Por fim, resta mencionar que embora os comboios operam das 06h00 à 00h40 em intervalos médios de 20 minutos, o autocarro TEC é ligeiramente mais restrito, funcionando em intervalos de meia-hora entre as 05h30 e as 22h30.
Sinceramente, à excepção do transporte entre aeroporto e o centro da cidade (explicado acima) é perfeitamente possível (ainda que tenhas que caminhar bastante) percorrer as principais atracções turísticas de Bruxelas a pé e sem utilizar qualquer transporte público. No entanto, se ficares alojado na periferia, ficas desde já a saber que Bruxelas tem uma rede de transportes públicos bastante abrangente, composta por metro, eléctricos e autocarros.
Posto isto, e do ponto de vista utilitário, o metro será provavelmente o meio mais útil, pelo que achámos por bem fazer um pequeno resumo de como navegar o metropolitano de Bruxelas.
Composto por quase 60 estações espalhadas ao longo de 4 linhas distintas, o metro é – juntamente com o eléctrico – o principal meio de transporte público de Bruxelas. Embora possa não chegar a todos os subúrbios da capital belga, os distritos centrais da cidade são servidos pelo sistema, facilitando assim o acesso às zonas turísticas, institucionais e empresariais. Para descobrires que metro apanhar (e onde) para completares determinado trajecto, podes recorrer ao Google Maps, uma vez que os horários estão integrados na plataforma.
O horário de funcionamento do metro inicia às 05h30 e termina por volta da meia-noite, com uma frequência de passagem que oscila entre os 5 e os 10 minutos em hora de ponta (podendo chegar aos 20 minutos em alturas mais “mortas”).
No que toca aos bilhetes, os valores são uniformes ao longo de toda a rede STIB-MIVB, variando apenas consoante a modalidade de pagamento. Posto isto, podes optar por utilizar o teu cartão bancário contactless como forma de pagamento, validando-o nas máquinas próprias. No final da viagem, o valor será descontado do teu saldo. Neste caso, o valor da viagem será de €2,30.
Alternativamente, podes comprar um cartão MOBIB, o cartão recarregável dos transportes públicos da cidade. O cartão tem o valor de €6,00 e podes depois ir carregando-o com o montante que contes gastar. Deste modo, o valor da viagem será também de €2,30. Finalmente, tens também a possibilidade de comprar bilhetes de papel, embora o preço suba para €2,80. Numa categoria distinta, podes também comprar uma tirinha de 10 bilhetes por €18,90. Resta mencionar que todos os bilhetes podem ser comprados no site ou app da STIB-MIVB, ou nas máquinas automáticas das estações.
Para terminar, se contas utilizar os transportes públicos de forma muito recorrente, está também disponível um bilhete diário de utilização ilimitada de transportes públicos por €8,90. Infelizmente, não existem ofertas de duração superior a 1 dia.
Em Bruxelas, podes optar por explorar o centro com recurso a um free walking tour. Administrados por empresas ou guias locais, estes tours consistem em visitas guiadas pelos quarteirões históricos, no qual te vão contando as histórias de cada sítio e providenciando um importante contexto cultural. Embora os tours sejam, de facto, gratuitos, mandam os bons costumes que no final cada pessoa dê uma gorjeta ao guia como compensação pelo seu trabalho. No caso de Bruxelas, o valor mínimo aceitável deverá rondar os €8,00.
Posto isto, aqui estão algumas empresas que organizam free walking tours em Bruxelas:
Embora não haja tempo para grandes invenções, com 2 dias em Bruxelas já é possível ficares a conhecer as principais atracções da cidade, guardando assim os teus preciosos dias de férias. Posto isto, se estiveres na disposição de fazer alguns desvios que nunca te afastarão em demasia da rota programada para cada dia, poderás ser surpreendido com algumas atracções secundárias dignas de registo.
Como tal, para tornar a tua experiência ainda mais rica, tomámos a liberdade de mencionar alguns sítios menos óbvios que deverás juntar à tua lista de coisas para ver e fazer em Bruxelas:
La Bellone: Escondida nos fundos de uma arcada comercial escondida, esta antiga mansão barroca foi convertida numa associação cultural e casa de espectáculos, com o terraço em frente à fachada a servir de palco a concertos, peças e outras performances. Como um teatro improvisado!
Basílica de Koekelberg: Ainda que existam várias igrejas por toda a cidade dignas de uma visita, arriscaríamos dizer que nenhuma é tão impressionante quanto a Basílica de Koekelberg. Afinal, e embora deslocada do centro de Bruxelas, não é todos os dias que tens a possibilidade visitar a 5ª maior igreja do mundo!
Palácio da Justiça de Bruxelas: Contruído à custa de um erário público estrondoso e da destruição de um bairro inteiro anteriormente ocupado pela classe trabalhadora, este edifício absolutamente monumental – oficialmente o maior tribunal do mundo – está longe de ser consensual entre a sociedade belga. No entanto, não há como negar a sua imponência e nível de detalhe!
Feira da Ladra na Place de Jeu Balle: Possivelmente a feira da ladra (ou mercado de pulgas) mais popular da cidade, é no coração do bairro de Marolles que irás encontrar um pequeno mercadinho diário de venda de quinquilharia e antiguidades. Se tiveres bom olho, há sempre bons achados a encontrar neste tipo de feirinhas!
Estufas Reais de Laeken: Abertas ao público apenas durante 3 semanas do ano (meados de Abril e início de Maio), estas estufas fazem parte do complexo do Castelo Real de Laeken, onde vive oficiosamente a família real Belga. Composto por 30 pavilhões, este autêntico jardim coberto é uma maravilha da botânica, e um local absolutamente obrigatório se tiveres a sorte da tua visita coincidir com o seu altamente restritivo período de abertura.
Como referimos acima, com 2 dias já é possível desfrutar do que de melhor Bruxelas tem para oferecer, permitindo-te explorar a cidade a um bom ritmo! Posto isto, e com 48 horas completas na cidade, poderás ver em primeira mão uma das praças mais bonitas do mundo, explorar o Distrito Europeu e as suas famosas instituições, tirar a foto da praxe ao Manneken Pis, visitar um ou dois museus no pitoresco Mont des Arts, subir ao emblemático Atomium e maravilhar-te com aquela que é considerada a 5ª maior igreja do mundo! Muito para ver em tão pouco tempo – mas perfeitamente exequível.
Posto isto, fica com o nosso guia de viagem e descobre o que ver e fazer em Bruxelas em 2 dias:
Pronto a desfrutar de um fim-de-semana diferente em Bruxelas, o teu primeiro dia na cidade será inevitavelmente dedicado ao centro histórico da cidade, onde poderás encontrar os quarteirões históricos, edifícios antigos e monumentos mais marcantes. Se olhares para o mapa, notarás que as estradas que rodeiam o centro, precisamente no local onde costumavam erguer-se as muralhas da cidade, formam um pentágono, designação carinhosa que os locais (e as autoridades) passaram a dar a este distrito da capital Belga.
Posto isto, a tua primeira paragem terá lugar no Palácio Real de Bruxelas, residência oficial da Família Real Belga. Embora esse título esteja apenas presente no papel – na realidade os monarcas passam o seu tempo mais a norte, em Laeken – o palácio é um dos edifícios mais bonitos da cidade, estando aberto ao público para visitas gratuitas durante os meses de Julho e Agosto. Num dos flancos do complexo, podes ainda visitar o Palácio de Coudenberg (€10,00), um local arqueológico subterrâneo que foi apenas descoberto nos anos 80, exibindo as ruínas e espaços de um palacete com quase 1000 anos.
A apenas alguns metros de distância, recomendamos também a passagem na Notre Dame du Sablon e na Igreja de Saint-Jacques-sur-Coudenberg, com esta última a marcar o início da escadaria que liga o Quarteirão Real ao centro antigo através de uma colina designada de Mont des Arts. Originalmente concebido – tal como o nome indica – para servir como o quarteirão artístico da cidade, o Mont des Arts é hoje em dia um complexo urbano onde poderás encontrar vários museus e um jardim paisagístico com uma das vistas mais emblemáticas de Bruxelas.
A partir daí, as avenidas largas e edifícios imperiais dão lugar a ruelas pedonais estreitas e edifícios típicos flamencos, com a cidade a ganhar uma aura mais pitoresca. De resto, é por estes quarteirões mais centrais que irás encontrar as principais atracções de Bruxelas, começando desde logo pelo lendário Manneken Pis, uma estátua minúscula de um menino a urinar que se tornou um verdadeiro símbolo do espírito sarcástico e não-conformista do povo Belga. Desde finais do século XVII, tornou-se também habitual vestir a estátua com diferentes trajes, consoante a altura do ano, acontecimentos mundiais e celebrações especiais. Infelizmente, dada a sua fama, muitos visitantes têm expectativas desajustadas, razão pela qual esta é considerada uma das atracções mais desapontantes da Europa.
Em sentido contrário, a famosa Grand-Place (ou Grote Markt, em holandês) é um sítio que faz total justiça à sua popularidade, destacando-se como uma das praças mais espectaculares do planeta. Classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, a praça é flanqueada por casas comerciais ornamentadas (as chamadas guildhalls), pelo monumental edifício da Câmara Municipal e ainda pela versão neo-gótica da Casa do Rei. Sem sombra de dúvida, este é o principal local a visitar em Bruxelas!
Para além disso, a praça é também conhecida por receber o evento principal da Flower Carpet a cada 2 anos. Assim, durante o mês de Agosto de todos os anos pares, a Grand-Place é coberta com um colorido tapete de Begónias, tornando-a ainda mais mágica.
Ao deambulares pelo centro, é impossível não te deparares com vários murais com cenas e personagens famosas do mundo da banda-desenhada. Não é de estranhar, já que algumas das bandas desenhadas mais icónicas do mundo têm raízes belgas. Bem antes desta forma de arte ser tomada de assalto por super-heróis, monstros verdes e bonecos japoneses, a Bélgica já era a pátria de nomes como Tintim, Lucky Luke, Marsupilami ou Os Smurfs, tendo as tirinhas ocupado um lugar importante no panorama cultural.
A pensar nisso, vários artistas criaram a Comic Strip Route, um percurso na cidade de Bruxelas que te guiará por mais de 50 murais gigantescos, retratando as aventuras das personagens mais famosas do país. Uma espécie de banda desenhada gigante, pintada em muros e em fachadas de edifícios. Embora não tenhas tempo para vê-las a todas, podes sempre aproveitar para fotografar os exemplares mais conhecidos! Segue-se a visita às Galerias Reais de Saint Hubert, três impressionantes arcadas comerciais que representam a era dourada da capital belga (aliás, foi num dos seus cinemas que foi exibido o primeiro filme de sempre dos Irmãos Lumière, em 1896), antes de entrares na Catedral de São Miguel e Santa Gudula, principal local de culto de Bruxelas.
Para fechar o dia, nada melhor que ficar a conhecer um dos tesouros escondidos da cidade com uma visita à La Bellone. Escondida nos fundos de uma arcada comercial escondida, esta antiga mansão barroca foi convertida numa associação cultural e casa de espectáculos, com o terraço em frente à fachada a servir de palco a concertos, peças e outras performances – como um teatro improvisado!
Resumo do 1º dia:
Agora que já visitaste o centro histórico e as principais atracções de Bruxelas, o teu último dia na cidade será passado a explorar a periferia e um conjunto extremamente interessante de locais “fora-da-caixa”. No entanto, e antes de tudo o resto, vais dedicar umas horas da tua manhã ao Distrito Europeu, o nome não-oficial dado a um quarteirão de Ixelles onde estão concentradas as principais entidades e instituições europeias, fazendo assim jus ao estatuto de Bruxelas enquanto capital da União Europeia. Aí, podes aproveitar e fazer uma visita ao Parlamentarium, uma espécie de museu multimédia onde é possível descobrir mais acerca da história, funções e futuro da União Europeia, bem como os principais desafios de uma instituição que ajudou a moldar a realidade governativa de milhões de cidadãos europeus.
Se a tua visita coincidir com uma sessão plenária, é até possível que consigas assistir à mesma! Embora a entrada seja gratuita, é recomendado aos visitantes que agendem uma data e hora específica para a sua admissão. Os interessados poderão fazê-lo online, directamente no website da instituição. Perto do distrito, podes fazer uma pausa de todas as formalidades no Parc du Cinquantenaire, um dos melhores espaços verdes da cidade. Apesar do parque albergar algumas instituições culturais pagas, como o Museu Militar ou o Autoworld, é também possível visitar e apreciar outros elementos gratuitos, como o Arco do Cinquentenário, o Templo das Paixões Humanas ou até mesmo a Grande Mesquita de Bruxelas, situada num dos cantos do parque.
De regresso (temporário) ao interior do Pentágono, vais visitar dois dos maiores tesouros escondidos de Bruxelas, começando pelo Palácio da Justiça de Bruxelas. Contruído à custa de um erário público estrondoso e da destruição de um bairro da classe trabalhadora, este edifício absolutamente monumental é oficialmente o maior tribunal do mundo, estando longe de ser consensual entre a sociedade belga.
Não muito longe, no coração do bairro de Marolles, recomendamos também a visita à Feira da Ladra na Place de Jeu Balle, possivelmente o mercado de pulgas mais popular da cidade. Visitado o mercadinho, vais embarcar na linha 6 (azul) na estação de metro Louise e sair em Simonis, junto à Basílica de Koekelberg. Ainda que existam várias igrejas por toda a cidade dignas de uma visita, não é todos os dias que tens a possibilidade visitar a 5ª maior do mundo! De volta à mesma paragem de metro e à mesma linha (6 – azul), sairás desta vez em Heysel, a paragem mais próxima do Atomium (€16,00), outro dos monumentos mais emblemáticos da Bélgica.
Construída na forma de um átomo de ferro ampliado 165 milhões de vezes, a estrutura da Expo 1958 é agora um gigantesco museu tecnológico/científico, coroado com uma vista imbatível a partir do topo. Ainda neste subúrbio de Bruxelas, podes fechar a tua aventura visitando as Estufas Reais de Laeken (€6,00). Abertas ao público apenas durante 3 semanas do ano (meados de Abril e início de Maio), estas estufas fazem parte do complexo do Castelo Real de Laeken. Composto por 30 pavilhões, este autêntico jardim coberto é uma maravilha da botânica, e um local absolutamente obrigatório se tiveres a sorte da tua visita coincidir com o seu período de abertura.
Resumo do 2º dia:
Bruges: De longe a mais famosa e popular das cidades flamengas, faz todo o sentido recomendar uma passagem em Bruges, também conhecida como “A Veneza do Norte”. À conta da arquitectura antiga e dos canais medievais que atravessam o seu fantástico centro histórico, este é considerado o melhor destino turístico de toda a Bélgica.
Ghent: Quiçá a única cidade do país capaz de ombrear com Bruges no que toca a beleza e apelo turístico! Sem surpresas, já que o centro histórico é um belíssimo rendilhado de fachadas estreitas, pontes pitorescas e canais extraordinários. Embora seja um dia extremamente longo, se saíres bem cedo podes até combinar as duas cidades numa única day-trip.
Antuérpia: Considerada a segunda maior e mais importante cidade Belga, Antuérpia pode não ter a beleza clássica das suas “irmãs” flamengas (embora a baixa seja bastante bonita e antiga), mas tem aquela que é, seguramente, a atmosfera mais citadina e a melhor colecção de museus de toda a região.
Leuven: Provavelmente o destino da Flandres mais popular fora do nosso trio-maravilha mencionado acima, aqui podes encontrar mais exemplos da arquitectura típica da região, mas com menos visitantes e uma atmosfera mais jovial e festiva – ou não fosse este o lar de universidade mais antiga da Bélgica!
Mechelen: Situada a meio-caminho entre Antuérpia e Bruxelas, o que falta em tamanho a Mechelen sobra-lhe em encanto. Com a sua praça principal em espaço aberto, dominada por uma torre, e com a zona tradicional à beira-rio, faz lembrar o ambiente das cidades neerlandesas mais pequenas, como Leiden ou Delft.
Dinant: Para fecharmos, deixamos a única recomendação situada na região belga da Valónia, a metade do país onde se fala Francês. pequena batota. De resto, basta dar uma espreitadela às fotos deste sítio para perceberes porque é que não o podíamos deixar de fora, sendo reconhecido como um dos melhores (senão o melhor) destinos para visitar na região francófona.
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