Guia de viagem da Flandres – Roteiro de 3 dias em Bruges, Ghent e Antuérpia 🇧🇪

  • 19.11.2023 21:17
  • Bruno A.

Guia de viagem da Flandres que inclui informações acerca de hotéis, restaurantes e transportes, bem como um roteiro completo de 72 horas com visita às principais cidades desta região belga. O itinerário menciona tudo o que ver e fazer em como Bruges, Ghent e Antuérpia em 3 dias, com destaque para as principais atracções e pontos turísticos.

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Considerada a metade mais a norte da Bélgica, uma nação fortemente dividida entre línguas, culturas e tradições, a Flandres é uma região que, apesar da sua pequena dimensão, esconde um conjunto extremamente interessante de cidades a visitar. Para além disso, uma vez que as distâncias são curtas, é perfeitamente possível construir um roteiro com várias paragens sem que isso tome grande parte do teu período de férias!

Com as magníficas ruas e canais da medieval Bruges como principal ponto de referência, sem sombra de dúvida uma das cidades mais bonitas da Europa, na Flandres é ainda possível visitar outros locais que, embora desempenhem um papel secundário, não deixam de ter o seu encanto.

Posto isto, convidamos-te a ler o nosso guia de viagem da Flandres e descobrir o que de melhor a região tem para oferecer, incluindo hotéis, restaurantes, dicas de segurança e ainda um roteiro completo de 3 dias com tudo o que deves visitar em Bruges, Ghent e Antuérpia.

Guia de Viagem da Flandres, Bélgica – Bruges, Ghent e Antuérpia

Como chegar a Bruges, Ghent ou Antuérpia – Voos desde Portugal

Embora a região seja servida por dois aeroportos distintos (Bruges e Antuérpia), as ligações a estes pequeníssimos aeródromos são extremamente limitadas, com a esmagadora maioria dos visitantes a aterrar num dos aeroportos da capital Bruxelas: Aeroporto Bruxelas-Zaventem e Aeroporto de Charleroi.

Partindo de Portugal, existem voos directos para Zaventem a partir de Lisboa (Brussels Airlines e TAP), Porto (Brussels Airlines e Ryanair), Faro (Brussels Airlines, Transavia e TUI), Funchal (TUI) e Ponta Delgada (TUI). Já para Charleroi, podes voar directamente desde Lisboa, Porto, Faro e Funchal, com todas as rotas a serem asseguradas pela Ryanair. Para saberes como te deslocar entre os aeroportos de Bruxelas e a cidade de Bruges, por favor consulta a secção mais abaixo, referente ao transporte entre aeroportos e cidades.

Alternativamente, e uma vez que esta região desfruta de uma localização bastante central no continente europeu, podes ainda optar por voar para Amesterdão, Eindhoven, Lille, Luxemburgo, Colónia, Dusseldorf, Dortmund, Frankfurt ou Luxemburgo (e até mesmo Paris), cumprindo depois o resto do trajecto com recurso a comboio ou autocarro.

Melhor altura para visitar a Flandres

Estando situada bem no centro do continente europeu, ditam as regras que a melhor altura para visitar a Flandres coincida com o final da Primavera, Verão e início de Outono, com o período compreendido entre os meses de Maio e Setembro a ser o mais apetecível. Tem, contudo, em atenção que os preços em Bruges, Ghent ou Antuérpia durante os meses de Verão podem ser de fugir!

Em contrapartida, deverás então optar pela chamada shoulder-season, correspondente aos restantes meses de Primavera e Outono, quando as temperaturas tendem a ser mais equilibradas e o número de turistas (bem como os preços) mais baixos. No entanto, e para os mais rijos com disposição para enfrentar o chuvoso e escuro inverno belga, visitar a Flandres na época de Natal e explorar os seus (muitos) mercadinhos típicos pode também ser bastante compensador.

Documentos necessários para visitar a Flandres

Uma vez que continuarás dentro da União Europeia, não te é exigida a apresentação de passaporte para poderes viajar, bastando apenas que estejas na posse de cartão de cidadão válido.

Descobre mais: Vais viajar e tens o Passaporte ou Cartão de Cidadão caducado ou perdido? Vê aqui o que podes fazer

Cartão SIM na Flandres – Roaming em viagem

Estando o país vinculado às regras de roaming da UE, não te será cobrada qualquer taxa de roaming durante a tua visita à Bélgica.

Assim sendo, poderás simplesmente utilizar o teu cartão (quase) como se estivesses em Portugal (os dados das apps que as operadoras portuguesas contam num plafond separado, passam a contar para o teu plafond principal de dados. Isto significa que se tiveres 5GB de dados + 15GB para apps, enquanto estiveres em Estrasburgo esses dados vão ser retirados aos 5GB e não aos 15GB).

Dinheiro na Flandres – Taxas bancárias e orçamento de viagem

Uma vez que a Bélgica faz parte da Zona Euro, o conjunto de países onde é utilizada a moeda única, poderás utilizar o teu cartão de crédito/débito português para fazer levantamentos e pagamentos no destino sem que te seja cobrada qualquer taxa de conversão.

Assim sendo, terás apenas que ter em atenção potenciais taxas cobradas pelo banco emissor da própria caixa automática onde fizeres o levantamento. Contudo, e sempre que haja lugar ao pagamento de qualquer comissão deste tipo, essa informação é descortinada antes de confirmares o levantamento, o que significa que podes sempre cancelá-lo e procurar outra caixa. Tem especial atenção às caixas da Euronet, que cobram uma comissão fixa por levantamento com cartão estrangeiro.

Por outro lado, se precisas de ajuda a manter o orçamento de viagem sob controlo, recomendamos neste guia de viagem da Flandres a utilização do cartão Revolut. Ainda que neste país não possas usufruir da principal vantagem deste produto – levantamentos em moeda estrangeira sem taxas de conversão – continua ainda assim a ser uma ferramenta útil.

Através da aplicação do banco online, terás acesso imediato a todos os gastos e ao saldo da tua conta, monitorizando assim os teus gastos diários. Para além disso, poderás carregar o cartão apenas com o valor que esperas gastar (por dia ou na viagem), evitando assim que gastes mais do que aquilo que esperavas e limitando também o valor que podes perder em caso de roubo ou fraude.

Descobre mais: Dicas para viajantes: Tudo que precisas de saber sobre o Cartão Revolut

Segurança na Flandres – esquemas e burlas mais comuns

Ou não fosse a Bélgica a capital da União Europeia, a região da Flandres pode ser considerada um destino extremamente seguro – mais seguro até que Bruxelas! Mesmo as maiores cidades da região, como Antuérpia, são relativamente pequenas no panorama do “Velho Continente”, e os índices de crime baixos.

No entanto, é à vontade, mas não à vontadinha! Por mais segura que uma cidade seja, nunca deixes de parte o senso comum. Cuidado com os veículos sem taxímetro, tem especial atenção aos teus pertences em zonas movimentadas (especialmente junto às Gares de comboios) e nunca aceites ajudas de ninguém quando estiveres a utilizar o multibanco. No fundo, não faças nada que não farias em nenhuma outra cidade do mundo!

Ao contrário das bolsas comuns, as bolsas “anti-roubo” são especificamente desenhadas para dificultar o acesso dos carteiristas e ladrões aos pertences do utilizadorUma das marcas especializadas neste tipo de produto é a PacSafe. A PacSafe equipa as suas bolsas com bloqueio ou travão de fecho, materiais resistentes a cortes e tecido com bloqueio RFID que impede o roubo electrónico das informações de cartão de crédito por via contactless. Nós temos os modelos Lunar, CrossbodySling e podemos pessoalmente atestar pela qualidade dos materiais especialmente pelas tecnologias de bloqueio / travão de fecho, que praticamente impossibilita abrirem-te a bolsa sem te aperceberes.

Onde dormir na Flandres – Hotéis e Alojamentos em Bruges, Ghent e Antuérpia

Infelizmente, a Flandres está longe de poder ser considerada um destino económico. Especialmente no que toca a alimentação e alojamento, é difícil (mas não impossível) encontrar preços simpáticos. Isto é especialmente premente em Bruges, a mais popular das cidades desta região.

Posto isto, e se estás a priorizar a busca de um sítio para dormir nos principais destinos da região, deixamos-te uma sugestão para cada categoria de classificação no nosso guia de viagem da Flandres.

Hotéis em Bruges:

Hotéis em Ghent:

Hotéis em Antuérpia:

Nota: Se usares os links acima para fazer as reservas do teu alojamento, estás-nos a dar uma ajuda preciosa sem pagar mais por isso 🙂

Transporte entre os aeroportos de Bruxelas e Bruges

Quer aterres em Charleroi, quer em Zaventem, é perfeitamente possível chegar a Bruges por terra em apenas 2 horas. Para isso, poderás recorrer ao autocarro ou ao sistema nacional ferroviário da Bélgica.

No primeiro caso, e para os que aterrem em Charleroi, a companhia Flibco organiza praticamente uma partida por hora, operando entre as 07h00 e as 00h30. Os bilhetes podem ser comprados online e os preços podem variar entre os €19,90 e os €24,40. Infelizmente, as opções rodoviárias são bastante mais limitadas para quem chegue por Zaventem, com a Flixbus a operar actualmente apenas 1/2 partidas por dia (12h35 e 18h15) desde o aeroporto. Os bilhetes, porém, são mais simpáticos, estando disponíveis online a partir de €8,99. Como alternativa, podes deslocar-te ao centro de Bruxelas, onde encontrarás muitas ligações de autocarro até Bruges, ou trocar o sentido do teu itinerário e começar o roteiro em Antuérpia, com a mesma Flixbus a organizar várias ligações diárias entre Zaventem e Antuérpia, a partir de €3,99.

Já para quem preferir o comboio, a SNCB (Companhia Nacional dos Caminhos-de-Ferro da Bélgica) organiza dezenas de ligações diárias entre Bruxelas e Bruges. É possível apanhar o comboio em Charleroi (entre as 04h25 e as 22h25), trocar de veículo em Bruxelas e embarcar rumo a Bruges em pouco mais de 2 horas, com o bilhete a custar €23,80. Tem em atenção que, para o transporte entre o aeroporto e a estação de comboios de Charleroi, terás que apanhar o Bus TEC junto ao terminal de chegadas, sendo que o bilhete para a curta deslocação tem o preço de €6,00. Por outro lado, desde Zaventem, a viagem é directa, mais curta (1h30) e mais barata (também €23,80, mas com o suplemento aeroportuário de €6,40 já incluído), com os comboios a operarem entre as 05h30 e a meia-noite. Para o regresso a Zaventem, desde Antuérpia, o preço do bilhete é de €13,30 (suplemento incluído).

Guia de viagem da Flandres – Transportes públicos e intercidades

Tendo em conta que as cidades de Bruges, Ghent e Antuérpia têm centros históricos bastante compactos, a probabilidade de precisares de utilizar qualquer sistema de transportes local (seja autocarro ou eléctrico) é extremamente diminuta.

Como tal, iremos dedicar esta secção do nosso guia aos transportes intercidades, sob a forma dos comboios e/ou autocarros que terás que apanhar para te deslocares pelos principais centros urbanos e destinos turísticos da Flandres, nos quais se incluem as três cidades supramencionadas.

No entanto, e apenas para referência, todos os sistemas de tram e autocarro nestas cidades (Bruges tem apenas autocarro) seguem um sistema de tarifas semelhante, com um bilhete individual a custar €2,50 e a permitir aos passageiros fazerem as trocar/transbordos necessários durante 60 minutos.

Comboios e Autocarros entre Bruges, Ghent e Antuérpia

Com uma distância de apenas 110 km entre Bruges e Antuérpia, com Ghent estrategicamente situada precisamente no meio destas duas cidades, as deslocações entre estes destinos turísticos são fáceis, frequentes e rápidas.

Aqui, não há melhor opção que o comboio, apresentando-se como a alternativa mais confortável e pontual. Felizmente, existem inúmeras ligações entre qualquer um destes destinos, pelo que podes utilizar as informações abaixo como referência:

  • Bruges – Ghent: 25 minutos; €7,50
  • Bruges – Antuérpia: 1h30; €16,80
  • Ghent – Antuérpia: 1h00; €10,80

No entanto, se estiverem a viajar em grupo (mesmo que sejam apenas 2), pode valer a pena comprar o bilhete Standard Multi, um título partilhado que permite fazer até 10 viagens pelo preço de €93,00 (suplementos de aeroporto – €6,40 por viagem por pessoa – não incluídos). No caso específico deste itinerário, o preço do bilhete individual para todos os trajectos (incluindo suplementos Aeroporto Zaventem-Bruges e Antuérpia-Aeroporto Zaventem) para 2 pessoas seria de €110,80. Tem ainda em atenção que, caso tenhas menos de 26 anos, podes obter descontos bastante interessantes, quer nos bilhetes individuais, quer nos bilhetes Multi, que passam a custar apenas €57,00 para 10 viagens.

Por outro lado, se quiseres poupar ao máximo, não há opção mais económica que o autocarro, embora as viagens sejam mais longas e consideravelmente menos confortáveis. Para as ligações intercidades, terás que recorrer, uma vez mais, à boa, velha Flixbus! No que toca ao trajecto entre Ghent e Antuérpia, existem várias rotas diárias, com os bilhetes para esta viagem de 1h10 disponíveis a partir de €3,99.

Não obstante, o caso muda de figura para as deslocações entre Bruges e Ghent, com apenas 2 ou 3 ligações diárias, muitas vezes em horários pouco práticos, e com preços mais altos que o comboio (desde €8,99). Como alternativa, para este troço, podes até apanhar o autocarro público nº58 da De Ljin. De resto, esta é a única ligação de autocarros locais entre duas cidades distintas em toda a Bélgica. O bilhete é extremamente barato – apenas €2,50 – podendo ser comprado online, nas máquinas automáticas da paragem ou simplesmente passando o teu cartão de pagamentos contactless no interior do veículo. Como desvantagem, e sendo esta uma ligação local, o autocarro vai parar em todos os apeadeiros, podendo a viagem demorar umas boas 2 horas. Para consultares horários e localizações das paragens, podes utilizar a ferramenta de planeamento da companhia.

Free walking tours em Bruges, Ghent e Antuérpia

Na Flandres, podes optar por explorar os centros das cidades com recurso a um free walking tour. Administrados por empresas ou guias locais, estes tours consistem em visitas guiadas pelos quarteirões históricos, no qual te vão contando as histórias de cada sítio e providenciando um importante contexto cultural. Embora os tours sejam, de facto, gratuitos, mandam os bons costumes que no final cada pessoa dê uma gorjeta ao guia como compensação pelo seu trabalho. No caso de Bruges, Ghent ou Antuérpia, o valor mínimo aceitável deverá rondar os €8,00.

Posto isto, aqui estão algumas empresas que organizam free walking tours na Flandres:

Free Walking Tours em Bruges

Free Walking Tours em Ghent

Free Walking Tours em Antuérpia

Tesouros Escondidos de Bruges, Ghent e Antuérpia

Com apenas 3 dias para explorar a região da Flandres, terás que fazer uma divisão salomónica de 1 dia para cada um dos seus principais destinos. Embora as cidades sejam compactas, há muito para ver a fazer nestes destinos, pelo que terás o teu tempo bem ocupado.

Não obstante, e até para enriquecer a tua experiência, tomámos a liberdade de mencionar alguns sítios menos óbvios que deverás juntar à tua lista de coisas para ver e fazer em Bruges, Ghent e Antuérpia:

Moinhos de Bruges: Espalhados ao longo do Parque Kruisvest, onde antes se erguia a muralha da cidade junto ao canal, existem nada menos que 4 moinhos antigos, naquela que é, a par da língua e do gosto pelas bicicletas, outro ponto comum entre as culturas flamenga e neerlandesa. Destes, destaca-se o Moinho de São Janshuis, que está aberto aos visitantes durante a Primavera e o Verão para que possam assistir ao processo de moagem. Seja como for, esta caminhada junto ás margens é uma das mais agradáveis de Bruges, longe das multidões da Cidade Velha.

Igreja de Jerusalém (Bruges): Embora não faltem igrejas para visitar em Bruges, esta tem um encanto diferente. Afinal, os seus patronos decidiram construí-la após uma visita a Jerusalém, com a arquitectura e estilo a mimicarem os locais de culto cristão de alguns locais do Médio Oriente, como Palestina, Síria ou Líbano.

Graffiti Street (Ghent): Escondida em pleno centro histórico, esta ruela é uma verdadeira exposição ao ar-livre, com as paredes totalmente pintadas com todo o tipo de arte urbana. Sendo este um trabalho dinâmico e em constante desenvolvimento, o aspecto da rua muda com bastante frequência.

Ruínas de Sint-Baafsabdij (Ghent): Originalmente construída no século VII, esta estrutura começou por servir de abadia, sendo depois parcialmente destruída e remodelada como fortaleza defensiva. Com o passar dos anos, foi abandonada até deixar de servir qualquer dos propósitos, sendo tomada pela natureza em redor. Hoje em dia, é preservada enquanto monumento histórico, embora sejam poucos os que se aventuram pelas suas ruínas.

Handelsbeurs (Antuérpia): Considerada a antiga bolsa de valores da cidade, e o primeiro edifício no mundo a ser construído puramente para esse propósito, o Handelsbeurs foi deixado praticamente ao abandono durante décadas, tendo sido recentemente renovado e reaberto ao público em todo o seu esplendor.

Da Ruien (Antuérpia): Provavelmente, o sítio mais curioso que vais visitar na Flandres. Originalmente um conjunto de canais naturais que rodeavam os terrenos onde a cidade ia sendo construída, estes espaços acabaram por se tornar um verdadeiro perigo biológico ao fim de séculos de despejo de lixo e dejectos nas suas águas. Como tal, no século XVI, a cidade viu-se obrigada a incentivar a cobertura destes espaços e a construção por cima dos mesmos, criando uma série de túneis subterrâneos nos antigos cursos de água que viriam a dar origem aos esgotos da cidade. Agora, é possível percorrer estes caminhos “underground” e até mesmo fazer passeios de barco pelas áreas de maior caudal. Se não te importares com o cheiro, a experiência é bastante peculiar.

Roteiro de 3 dias na Flandres

Com o teu tempo perfeitamente dividido entre Bruges, Ghent e Antuérpia, terás 24 horas para visitar cada uma destas cidades. Se a missão te parece ambiciosa, gostarás de saber que os seus centros históricos são bastante compactos, permitindo-te ver e visitar um generoso número de pontos turísticos num período relativamente curto. Afinal, se não for desafiante, qual é a piada?

Posto isto, fica com o nosso guia de viagem da Flandres e descobre o que ver e fazer em Bruges, Ghent e Antuérpia:

Guia de viagem da Flandres: Dia 1 – Bruges

De longe a mais famosa e popular das cidades flamengas, faz todo o sentido começar a tua visita por Bruges, também conhecida como “A Veneza do Norte”, à conta da arquitectura antiga e dos canais medievais que atravessam o seu fantástico centro histórico. Assim sendo, e assumindo que ficarás alojado nas imediações da estação de comboios, vais começar o teu périplo no Parque Minnewater, o espaço verde mais famoso da cidade, em redor do pitoresco lago com o mesmo nome. Para a vista mais bonita deste oásis, vale a pena atravessar a Ponte dos Amantes, antes de seguires para norte, rumo à Cidade Velha. Já em pleno centro histórico, a tua primeira paragem terá lugar no Hospital de Saint John (3,00€), o edifício mais antigo de toda a Bruges, conhecido por albergar um dos primeiros hospitais da Europa, fundado no século XII. Hoje em dia, é possível visitar as antigas alas médicas e o dispensário de medicamentos, bem como um pequeno museu com instrumentos médicos que agora teriam apenas lugar no set de um filme de terror! Segue-se uma passagem na Catedral de São Salvador, o maior e mais antigo local de culto da cidade, e na Igreja de Nossa Senhora, outro edifício grandioso e conhecido por fazer parte de uma das fotografias de cartão-postal de Bruges, habitualmente tirada a partir da fotogénica Ponte Boniface, porventura o local mais “instagramável” da cidade.

Falando em locais que dão boas chapas, a tua paragem seguinte terá lugar precisamente no Rozenhoedkaai, uma secção da marginal que marca o ponto de encontro entre os canais Groenerei e Djiver, e provavelmente o único lugar da cidade capaz de rivalizar com o ponto anterior no que toca a imagens virais. Não admira – é daqui que tens acesso a uma das vistas mais bonitas de toda a cidade – sendo por isso um ponto de eleição para a partida de passeios de barco pelos canais de Bruges. Embora existam vários operadores, os preços e actividades são bastante uniformes em praticamente todas elas, com um passeio de 30 minutos a custar cerca de €12,00 (frequências de saída bem mais raras nos meses de Inverno). De regresso a terra firme, é absolutamente obrigatório passar na Praça Burg, onde podes encontrar a monumental Câmara Municipal (€8,00) e a sua fabulosa arquitectura gótica, bem como a Basílica do Sangue Sagrado, uma igreja conhecida por albergar um pequeno recipiente que (alegadamente) contém sangue de Jesus Cristo. Embora a entrada seja gratuita, se quiseres ver a relíquia de perto (todas as tardes, das 14h00 às 16h00) terás que fazer uma pequena doação, sem valor mínimo. Para o ponto alto (literalmente) da tua passagem por Bruges, não deixes de visitar a Grote Markt, considerada a principal e mais bela de todas as praças da cidade. Para além do espaço amplo e das fileiras adoráveis de casinhas típicas coloridas, é também aqui que encontrarás a Torre do Campanário (€15,00), uma impressionante estrutura que poderás subir de modo a desfrutar das melhores vistas sobre a cidade.

Com a dia a chegar ao fim, irás novamente afastar-te do coração da cidade rumo às margens do Canal Ghent-Bruges, parando pelo caminho na Igreja de Jerusalém. Embora, como já deu para perceber, não faltem igrejas para visitar na cidade, esta tem um encanto diferente. Afinal, os seus patronos decidiram construí-la após uma visita a Jerusalém, com a arquitectura e estilo a mimicarem os locais de culto cristão de alguns locais do Médio Oriente, como Palestina, Síria ou Líbano. Para terminar em beleza, irás dar um passeio ao longo do Parque Kruisvest, onde antes se erguia a muralha da cidade junto ao canal, e onde existem nada menos que 4 moinhos antigos, naquela que é, a par da língua e do gosto pelas bicicletas, outro ponto comum entre as culturas flamenga e neerlandesa. Destes, destaca-se o Moinho de São Janshuis, que está aberto aos visitantes durante a Primavera e o Verão para que possam assistir ao processo de moagem.

Resumo do 1º dia:

  • Parque Minnewater
  • Ponte dos Amantes
  • Hospital de Saint John
  • Catedral de São Salvador
  • Igreja de Nossa Senhora
  • Ponte Boniface
  • Rozenhoedkaai
  • Passeio de Barco
  • Praça Burg
  • Câmara Municipal (Stadhuis)
  • Basílica do Sangue Sagrado
  • Grote Markt
  • Torre do Campanário (Belfry de Bruges)
  • Igreja de Jerusalém
  • Moinhos de Bruges

Onde comer na Flandres – Restaurantes baratos em Bruges

Guia de viagem da Flandres: Dia 2 – Ghent

Mais uma voltinha, mais uma viagem – desta feita até Ghent, quiçá a única cidade flamenga capaz de ombrear com Bruges no que toca a beleza e apelo turístico! No entanto, antes de mergulhares a fundo no seu rendilhado de fachadas estreitas, pontes pitorescas e canais extraordinários, vais começar com uma visita às Ruínas de Sint-Baafsabdij, um dos segredos mais bem escondidos de Ghent. Originalmente construída no século VII, esta estrutura começou por servir de abadia, sendo depois parcialmente destruída e remodelada como fortaleza defensiva, até que, com o passar dos anos, foi abandonada até deixar de servir qualquer dos propósitos, sendo tomada pela natureza em redor. Hoje em dia, é preservada enquanto monumento histórico, embora sejam poucos os que se aventuram pelas suas ruínas. Depois sim, aventurar-te-ás pelo centro histórico de Ghent e ficarás a conhecer os seus múltiplos encantos, começando com uma visita à Catedral de São Bavo, a mais monumental de todas as igrejas da cidade, seguida de uma subida ao Campanário de Ghent (€11,00), situado no flanco oposto da mesma praça, de onde podes desfrutar de uma das vistas mais emblemáticas da baixa. Como é apanágio das cidades clássicas do norte da Europa, também em Ghent a Câmara Municipal (Stadhuis) foi construída com toda a pompa e circunstância, com uma arquitectura monumental capaz de rivalizar com a que habitualmente podes encontrar nos mais conhecidos edifícios religiosos. Por isso mesmo, é obrigatório admirar esta construção antes de fazeres uma pausa das paragens mais clássicas na Graffiti Street, uma ruela que é uma verdadeira exposição ao ar-livre, com as paredes totalmente pintadas com todo o tipo de arte urbana. Sendo este um trabalho dinâmico e em constante desenvolvimento, o aspecto da rua muda com bastante frequência.

Antes de chegares à beira-rio, recomendamos ainda uma pausa na Korenmarkt, uma das principais praças da cidade, onde podes apreciar as guildas (casas comerciais) antigas e visitar a Igreja de São Nicolau. Já nas margens do Lys, é obrigatório percorrer ambos os sentidos do leito, começando pelo cais de Graslei, onde podes ver de perto alguns dos edifícios mais bonitos e ornamentados da cidade, até chegares à popular Fortaleza de Gravensteen (€13,00), um castelo construído há mais de 800 anos e um dos exemplares fortificados mais bem preservados de toda a Flandres. Daqui, regressarás às margens do Lys, mas agora para percorrer o Korenlei, onde podes apreciar uma perspectiva totalmente diferente do Graslei no lado oposto, com a peculiar torre do posto dos correios a espreitar por trás das fileiras de guildas comerciais. Possivelmente, a imagem mais emblemática que podes encontrar em quase todas as pesquisas online acerca da cidade. Para fechar a tua experiência em Ghent, irás cruzar a monumental Ponte de São Miguel, uma travessia que te dá acesso a uma panorâmica fabulosa de quase todos os locais que acabaste de visitar, com os pitorescos cais de Graslei e Korenlei a sul, as torres da Catedral de São Nicolau e do Campanário a oeste, e a belíssima Igreja de São Miguel a este. O presente de despedida perfeito!

Resumo do 2º dia:

  • Ruínas de Sint-Baafsabdij
  • Catedral de São Bavo
  • Campanário de Ghent (Belfry de Ghent)
  • Câmara Municipal (Stadhuis)
  • Graffiti Street
  • Korenmarkt
  • Igreja de São Nicolau
  • Graslei
  • Fortaleza de Gravensteen
  • Korenlei
  • Ponte de São Miguel
  • Igreja de São Miguel

Onde comer na Flandres – Restaurantes baratos em Ghent

Guia de viagem da Flandres: Dia 3 – Antuérpia

Considerada a maior e principal cidade da Flandres, Antuérpia pode não ter a beleza clássica das suas “irmãs” flamengas, mas tem aquela que é, seguramente, a atmosfera mais citadina e a melhor colecção de museus de toda a região, com todo o tipo de instituições para ver e visitar. Posto isto, e até para não ficares demasiado aborrecido, tentaremos ao longo deste dia incluir alguns museus que te proporcionem uma experiência diferente uns dos outros, para que cada visita seja vista como algo totalmente novo e não estejas apenas a olhar para quadros que possam não te dizer grande coisa. Posto isto, o teu roteiro terá início no Red Star Line (€10,00), uma espécie de museu da imigração, que procura contar a história (e as estórias) dos muitos imigrantes belgas e de outros países europeus que deixaram as suas nações em buscar de uma vida melhor na América do Norte, zarpando precisamente deste local. Daqui, irás iniciar o teu percurso até ao centro histórico de Antuérpia, parando pelo caminho na Igreja de São Paulo e no Het Steen, um pequeno castelo erigido junto ao Rio Escalda. Chegado à Cidade Velha, não percas a oportunidade de explorar o mundo subterrâneo de Da Ruien, provavelmente o sítio mais curioso que vais visitar na Flandres. Originalmente um conjunto de canais naturais que rodeavam os terrenos onde a cidade ia sendo construída, estes espaços acabaram por se tornar um verdadeiro perigo biológico ao fim de séculos de despejo de lixo e dejectos nas suas águas. Como tal, no século XVI, a cidade viu-se obrigada a incentivar a cobertura destes espaços e a construção por cima dos mesmos, criando uma série de túneis subterrâneos nos antigos cursos de água que viriam a dar origem aos esgotos da cidade. Agora, é possível percorrer estes caminhos “underground” e até mesmo fazer passeios de barco pelas áreas de maior caudal. Se não te importares com o cheiro, a experiência é bastante peculiar.

De volta à superfície, é tempo de te maravilhares com a Grote Markt, a praça principal da cidade, e um dos únicos locais de Antuérpia capazes de competir com a opulência antiga de Ghent e Bruges, destacando-se o edifício da Câmara Municipal e a Fonte Brabo, bem como a imponente Catedral de Nossa Senhora, principal igreja da cidade (e a mais alta de todo o país), situada imediatamente nas traseiras da magnífica praça. De seguida, recomendamos uma visita ao Museu Plantin-Moretus (€12,00), uma das mais primeiras casas puramente dedicadas à impressão de livros do mundo. Para além de poderes ver em primeira mão os equipamentos, e respectivo funcionamento, responsáveis por algumas das primeiras impressões em série da história da humanidade, o museu está instalado numa casa senhorial típica flamenga, permitindo-te perceber as estruturas tradicionais deste tipo de construção. Somamos a tudo isto a presença de uma bíblia imprimida por Gutenberg, o inventor da prensa, e começar a fazer sentido o estatuto deste museu enquanto Património da Humanidade reconhecido pela UNESCO. Como alternativa, e caso sejas apreciador de uma forma de arte mais tradicional, podes ao invés visitar a Rubenshuis (€8,00), também ela uma casa senhorial flamenga, onde residiu o pintor Peter Paul Rubens, estando expostos algumas das principais obras de um dos maiores nomes da arte da região.

Para desenjoar dos museus, segue-se um agradável passeio pela Rua Meir, a principal artéria comercial de Antuérpia, onde podes encontrar a Stadsfeestzaal, uma das galerias comerciais mais bonitas do mundo, antes de um curto desvio de ocasião até ao Handelsbeurs. Considerada a antiga bolsa de valores da cidade, e o primeiro edifício no mundo a ser construído puramente para esse propósito, o Handelsbeurs foi deixado praticamente ao abandono durante décadas, tendo sido recentemente renovado e reaberto ao público em todo o seu esplendor. Vale a pena entrar e ver o seu hall principal! Para as despedidas da tua aventura por terras flamengas, e embora pareça outra actividade inócua, não deixes de explorar os meandros da Estação Central de Comboios de Antuérpia, seguramente uma das mais impressionantes que verás na vida, com toda a grandeza e opulência que esperarias encontrar num palácio ou igreja. Aliás, não é por acaso que é apelidada de “A Catedral dos Caminhos-de-Ferro”. Se ainda tiveres alguns cartuchos para queimar antes do teu regresso ao aeroporto, pode valer a pena dar uma vista de olhos no Chocolate Nation (€19,90), uma experiência interactiva sobre um produto de que todos gostam e acerca do qual poucos povos compreendem tão bem quanto os Belgas. A cereja no topo do bolo para quem viaja com miúdos – mas boa sorte a aturar a sua “sugar rush” no regresso a casa!

Resumo do 3º dia:

  • Museu Red Star Line
  • Igreja de São Paulo
  • Het Steen
  • Da Ruien
  • Grote Markt
    • Câmara Municipal (Stadhuis)
    • Fonte Brabo
  • Catedral de Nossa Senhora
  • Museu Plantin-Moretus OU Rubenshuis
  • Rua Meir
  • Stadsfeestzaal
  • Handelsbeurs
  • Estação Central de Comboios de Antuérpia
  • Museu Chocolate Nation

Onde comer na Flandres – Restaurantes baratos em Antuérpia:

Tens mais que 3 dias na Flandres? Então pode valer a pena dar uma vista de olhos noutros destinos da região

Bruxelas: Embora tenha a sua própria entidade jurídica e governativa, a verdade é que, geográfica e historicamente, Bruxelas faz parte da Flandres. Para além disso, conhecer a capital do país é uma escolha óbvia para quem tenha – pelo menos – 1 dia extra. Quanto mais não seja para poder ver a Grand-Place, uma das praças mais bonitas do mundo!

Leuven: Provavelmente o destino flamengo mais popular fora do nosso trio-maravilha, aqui podes encontrar mais exemplos da arquitectura típica da região, mas com menos visitantes e uma atmosfera mais jovial e festiva, ou não fosse este o lar de universidade mais antiga da Bélgica!

Mechelen: Situada a meio-caminho entre Antuérpia e Bruxelas, o que falta em tamanho a Mechelen sobra-lhe em encanto. Com a sua praça principal em espaço aberto, dominada por uma torre, e com a zona tradicional à beira-rio, faz lembrar o ambiente das cidades neerlandesas mais pequenas, como Leiden ou Delft.

Ypres: Destino ideal para os nerds de história e os entusiastas da Primeira Guerra Mundial, Ypres, junto à fronteira francesa, foi palco de algumas das piores batalhas do conflito. Hoje em dia, e para além do extraordinário Cloth Hall (o edifício mais emblemático da cidade), é possível visitar os campos de batalha e as trincheiras que serviram de palco a um dos capítulos mais negros da história moderna.

Dinant: Para fecharmos, uma pequena batota. Afinal, Dinant não pertence à Flandres, mas sim à vizinha Valónia (o lado belga onde se fala francês). No entanto, basta dar uma espreitadela às fotos deste sítio para perceberes porque é que não o podíamos deixar de fora, sendo reconhecido como um dos melhores (senão o melhor) destinos para visitar na região.

Dá uma vista de olhos ao destaque sobre a nossa viagem a estas 3 cidades, aqui

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