Itinerário completo com direito a roteiro de 12 dias em Marrocos. Inclui menção a cidades e pontos turísticos a visitar para quem procura o que fazer em Marrocos em 12 dias.
Este roteiro de 12 dias em Marrocos faz parte do nosso Guia Geral de Viagem ao país. Consulta-o para saberes todas as dicas práticas e informações importantes sobre Marrocos, incluindo transportes, hotéis, restaurantes e documentação de viagem.
Bem-vindo a Marrocos, a nação do Atlas! Se estás a planear uma viagem com destino a este magnífico país, então queremos ajudar-te a tirar o melhor partido da mesma. E se é certo que 12 dias darão sempre azo a uma experiência superficial, acreditamos que este período diz respeito aos mínimos olímpicos para saíres com sensação de dever cumprido. Posto isto, para este período sugerimos uma visita às clássicas Marraquexe e Fez, obrigatórias em qualquer itinerário mais curto, sendo que com 12 dias completos podes ainda visitar a cidade imperial de Meknes, explorar as dunas do Sahara em Merzouga, tirar as fotografias da praxe na Cidade Azul de Chefchaouen e ainda misturar praia e cultura na cidade costeira de Essaouira.
Posto isto, se não estás satisfeito com esta situação meio-termo, deixamos abaixo as ligações para os nossos roteiros mais curtos e longos de Marrocos.
Ainda assim, e sem mais demoras, apresentamos-te as cidades e atracções que deves visitar num roteiro de 12 dias por Marrocos.
Acabadinho de chegar a Marraquexe, o teu dia inaugural em terras Marroquinas será inteiramente dedicado à fabulosa Medina, o centro histórico muralhado onde a vida parece ter parado no tempo. Aqui, onde não entram quaisquer carros ou vans, os edifícios são revestidos a argila encarnada, e o comércio ainda se faz de forma itinerante, com os inúmeros comerciantes a montarem o seu estaminé pelas ruas estreitas e poeirentas do coração de Marraquexe. Um verdadeiro microcosmo das tradições comerciais e religiosas da região do Magrebe. No entanto, e antes de mergulharmos a fundo na confusão contagiante da Medina, o teu dia começará com um passeio pelos Curtumes de Marraquexe, um dos segredos mais bem guardados da cidade. Embora a cidade de Fez seja sobejamente conhecida pelos seus curtumes, Marraquexe tem também o seu próprio quarteirão onde as peles e couros são tratados. No entanto, ao contrário da primeira, os curtumes de Marraquexe não são um destino turístico, pelo que o espaço é bastante mais desorganizado e caótico, mas também muito mais autêntico e tradicional. Uma nota especial para os vendedores e trabalhadores dos curtumes, que costumam ser mesmo muito insistentes no que toca a vendas e extorsão de dinheiro. Mais do que em qualquer outro lugar da cidade, saber dizer “não” é essencial por estas bandas.
Depois sim, chega então a hora de entrar na Medina, começando com uma visita à extraordinária Madraça Ben Youssef (50 Dh), a maior de Marrocos. No islão, uma madraça é uma escola de dedicada aos estudos religiosos, sendo que esta se tornou famosa pela sua beleza incomum. No centro da madraça, fica um pátio com um belo espelho de água ao estilo marroquino e andaluz, adornado com mosaicos zellige e detalhes em estuco. Em redor, podes encontrar os 130 quartos que albergavam os estudantes que frequentavam a escola. Embora toda a Medina possa muito bem ser considerada um bazar/souq, tal é a dimensão labiríntica do comércio, a verdade é que a maioria dos negócios estão circunscritos a uma área específica, que pode ser livremente demarcada pelo distrito de Rahba Kedima. À primeira vista, nada parece seguir uma linha lógica, mas a verdade é que existe organização no meio do caos, com diferentes souqs associados a diferentes produtos ou serviços:
Pelo meio, não deixes de passar na Cuba Almorávida (100 Dh), o monumento mais antigo de Marraquexe, antes de relaxares um pouco no Jardim Secreto (80 Dh). Em plena azáfama da Medina, este belíssimo jardim é uma merecida (e necessária) pausa do overload sensorial. Originalmente parte de um palácio Saadiano, foi finalmente reabilitado e reaberto ao público em 2016, e é hoje um lugar que, ainda que relativamente desconhecido, apresenta uma popularidade que vai crescendo a olhos vistos. Junto ao jardim, convidamos-te ainda a experimentar um Hammam tradicional, um estabelecimento típico de Marrocos e de outros países do norte de África, que serve os mesmos propósitos do banho turco. Composto por várias salas de mármore aquecidas, onde os visitantes podem relaxar e – a sós ou com a ajuda de massagistas – fazer uma boa esfoliação da pele com recurso a produtos locais, existem banhos para todos os gostos um pouco por toda a Marraquexe. No entanto, para efeitos deste artigo, deixamos uma recomendação mais local e tradicional, sob a forma do Hammam Mouassine, o mais antigo da cidade (entrada custa 10 Dh, massagens e tratamentos pagos à parte). Para re-acelerar o ritmo, segue-se a passagem pela lendária Jemaa El-Fna, uma das maiores atracções da cidade e um elemento incontornável da “movida” Marroquina. A qualquer momento do dia ou da noite, a praça é uma cacofonia de instrumentos tradicionais, vendedores e motorizadas. Para uma panorâmica do espaço, aproveita para ires tomar um chá de menta no terraço do Café Glacier, e entretém-te com o movimento absolutamente hipnotizante na praça. Finalmente, e para fechar o dia em beleza, faz a visita da praxe à Mesquita Koutoubia, cujo minarete marca o ponto mais alto da Medina de Marraquexe. Tal como acontece na generalidade das outras mesquitas do país, apenas os muçulmanos podem aceder ao interior da mesquita, mas um passeio pelos seus refrescantes jardins (de onde podes apreciar a arquitectura) já vale bem o desvio.
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Resumo do 1º dia:
Agora que já visitaste a Medina, o teu segundo dia em Marraquexe será passado a explorar as restantes atracções da cidade, com destaque para os palácios e outros resquícios do Sultanato Saadiano, a poderosa dinastia que governou o actual território marroquino durante os séculos XVI e XVII (e que foi responsável pelo desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer-Quibir). No entanto, para dares início à tua manhã numa toada mais relaxada, recomendamos uma voltinha rápida pela Rua Errachidia. Situada junto aos Túmulos Saadianos, esta rua oferece um refúgio local à experiência excessivamente turística da Medina de Marraquexe. Embora a arquitectura tradicional e os mercados de rua sejam os mesmos, as abordagens são bem menos agressivas e recorrentes, permitindo-te uma experiência bem mais tranquila. E já que mencionámos os Túmulos Saadianos (100 Dh), uma necrópole onde estão enterrados muitos dos monarcas históricos de Marrocos, esta será precisamente a próxima paragem do teu roteiro! Formado por várias câmaras de sepulturas, com destaque para a sumptuosa sala das doze colunas, o espaço histórico é mais um exemplo da dedicação dada aos adornos na arquitectura marroquina. Um pouco mais a norte, vale ainda a pena visitar o Palácio Badi (100 Dh), que são na realidade as ruínas de uma antiga residência real, antes de te aventurares pelo distrito de Mellah. Historicamente considerado o quarteirão judaico de Marraquexe, onde a população semita costumava viver, Mellah é agora maioritariamente Islâmica. No entanto, os sinais do seu legado continuam lá, sob a forma de edifícios e monumentos que honram o seu passado, como a Sinagoga Lazama ou o Cemitério Judaico, o maior de Marrocos.
Ainda no que toca a palácios, e embora não falte escolha em Marraquexe, o título de “mais impressionante” tem que ir direitinho para o Palácio Bahia (100 Dh). Construído no século XIX para ser a opulente moradia de Si Musa, grande vizir do sultão e a posição mais alta no governo do país, a residência foi sendo subsequentemente expandida e melhorada, tornando-se o expoente máximo da arte feita com os mosaicos típicos locais, que formam intrincados padrões geométricos. A apenas alguns minutos de distância, sugerimos também uma passagem pelo Dar Si Said (30 Dh), outro palacete imponente, que funciona como museu onde está exibida uma interessante colecção de arte bérber, tapeçarias marroquinas e portadas tradicionais. Finalmente, poderás apanhar um autocarro (explicado na secção dos transportes) ou caminhar os cerca de 3 km que te separam dos famosos Jardins Majorelle (170 Dh), onde darás a tua aventura por terminada. Situados fora do centro histórico, os jardins serviram de retiro ao estilista de alta-costura francês Yves Saint Laurent e ao seu marido Pierre Bergé, sendo famosos pelas árvores e cactos exóticos e pelas cores vibrantes. O melhor exemplo desta última afirmação é mesmo a casa principal, pintada com um azul eléctrico, que se tornou um verdadeiro íman de selfies. Tem em atenção que a compra de bilhetes online é obrigatória, não existindo actualmente a possibilidade de o fazer em pessoa, no local. A par do jardim, podes anda optar por comprar um bilhete combo (330 Dh) e visitar os dois museus presentes no complexo: o Museu Yves Saint-Laurent e o Museu das Artes Bérberes Pierre Bergé.
Resumo do 2º dia:
Chegada a hora de deixar Marraquexe para trás, é tempo de te começares a aproximar ainda mais dos ares do deserto, começando com uma deslocação até Ouarzazate, o principal povoado antes do Sahara. Para isso, poderás apanhar um autocarro da Supratours ou da CTM ou um táxi partilhado a partir da Cidade Vermelha (mais detalhes na secção de transportes do guia geral), com a viagem a durar cerca de 4 horas. Já em Ouarzazate, e depois de deixares rapidamente as tuas malas no alojamento, vais procurar um táxi que te leve até Ait Ben Haddou, a uns 30 km de distância. Com uma localização espectacular, cercada pelos picos do Alto Atlas, esta vila fortificada (localmente designada de “ksar”) é famosa pelos seus edifícios em argila vermelha. Um local de eleição para a filmagem de filmes de época, à conta da sua arquitectura típica, este é um dos locais mais emblemáticos de todo o país. Pelo caminho ida-e-volta (mais uma horita de espera) conta pagar cerca de 200 Dh.
De regresso a Ouarzazate, e apesar do tempo escassear, vais aproveitar para, pelo menos, ficares a conhecer os principais pontos da cidade. Apesar de não ser particularmente histórica, o tom uniforme dos edifícios e a envolvência do deserto dão-lhe um certo exotismo, e vale bem a pena parar por aqui e desfrutar de uma boa noite de sono antes de te aventurares Sahara adentro. Assim sendo, não podes perder a oportunidade de explorar o Kasbah Taourirt (80 Dh), considerado o principal castelo fortificado da cidade, ou a Velha Sinagoga (30 Dh), o principal local de culto da outrora numerosa comunidade judaica de Ouarzazate. Finalmente, e caso ainda tenhas algum tempo disponível, os Atlas Film Studios (80 Dh) são um local bastante peculiar que podes adicionar ao roteiro. Dado o cenário natural e a arquitectura tradicional deste recanto marroquino, os arredores de Ouarzazate (tal como Ait Ben Haddou acima) já serviram de local de filmagem a um incontável número de séries e películas, muitas delas de renome internacional. Assim, se tiveres interesse em ver em primeira mão os cenários e adereços utilizados em “Game of Thrones”, “O Gladiador”, “A Múmia”, “A Paixão de Cristo” ou “Babel”, então vais gostar deste sítio!
Resumo do 3º dia:
Para o quarto dia do nosso roteiro, vamos colocar as actividades de lado porque uma parte bastante significativa do dia será passado na viagem até Merzouga, a pequena vila bérbere que se tornou no povoado turístico mais famoso da porção magrebina do Deserto do Sahara. Razoavelmente afastada do resto do país, como seria de esperar face ao ambiente, podes viajar entre Ouarzazate e Merzouga com recurso aos autocarros da Supratours (8 horas), embora chegues ao destino já após as 20h00. Como alternativa, podes sempre procurar um táxi partilhado em Ouarzazate. Para além da duração da viagem ser mais curta (6 horas), podes tentar sair mais cedo, permitindo-te aproveitar um pouco do dia. Por outro lado, a viagem será também mais cara. Uma vez mais, podes consultar todos os detalhes no nosso guia geral! De qualquer das formas, depois de chegares à vila e fazeres check-in no teu acampamento no deserto, não te sobrará tempo para grandes aventuras.
Para sugestões de hotéis para a estadia em Merzouga, clica aqui.
Resumo do 4º dia:
É finalmente hora de explorares o Deserto do Sahara! Massivo, lendário, místico – podes usar os adjectivos que quiseres, mas nenhum consegue descrever a imensidão de um sítio como este! Infelizmente, e a não ser que estejas munido de um 4×4, visitar o deserto implica estar dependente de um tour guiado para que possas ter acesso os melhores locais e às actividades mais badaladas. De resto, a razão pela qual Merzouga virou uma vila tão conhecida está relacionada com a sua proximidade a Erg Chebbi, um extenso campo de dunas onde a esmagadora maioria destes tours tem lugar.
Aqui, não tens que fazer grande esforço para encontrar um tour – à boa maneira marroquina, os tours quase que vêm até ti 🙂 Se reservares quarto/tenda num acampamento através da Booking.com (as nossas recomendações estão disponíveis no guia geral), é só pedires para te colocarem em contacto com qualquer empresa local, existindo até a hipótese de que o acampamento organize os seus próprios tours ou promova guias específicos da vila de Merzouga. Por outro lado, se a comunicação com o acampamento não for fácil, podes sempre procurar tours online com extrema facilidade, sendo que a maioria deles já inclui a estadia no deserto (nesse caso, não precisas de reservar alojamento à parte). Finalmente, se és daqueles que gosta de deixar tudo para a última da hora, podes sempre esperar até chegar a Merzouga e explorar as tuas hipóteses nas várias agências locais.
Embora existam vários operadores, quase todos os tours seguem uma lógica semelhante. Podes esperar uma viagem de camelo (muita atenção ao estado dos animais), uma actividade mais radical como sandboarding ou passeios de moto4/buggy pelas dunas, e ainda uma sessão de visualização de estrelas (stargazing). Afinal, no isolamento daquele que é o maior deserto do planeta, os céus são conhecidos por serem especialmente límpidos e estrelados! Para além disso, quase todos os exemplares incluem uma noite passada no deserto, com os grupos a assistirem ao nascer e ao pôr-do-sol, pequeno-almoço, jantar e animação. Nas versões mais elaboradas, tens ainda a hipótese de passar pelo Lago de Merzouga e pela vila de Khamlia, e de visitar as tendas de uma verdadeira família bérbere nómada.
Resumo do 5º dia:
À semelhança do dia da chegada ao Deserto do Sahara, o dia da partida também não deixa tempo para grandes invenções. Afinal, para chegares a Fez, aguarda-te uma viagem nocturna de mais de 9 horas, onde chegarás a meio da noite. Essas ligações directas de autocarro são organizadas apenas pela Supratours. Uma vez que a conjugação de horários está longe de ser a ideal, tanto a nível de logística como de conforto, recomendamos que procures um táxi partilhado (ver guia geral) para que possas partir do deserto de manhã cedo, chegando assim a Fez ao cair da noite.
Uma outra opção, já que pode ser difícil encontrar viajantes e locais com quem dividir um táxi até um destino tão longínquo como Fez, passa por combinar ambas as opções. Passo a explicar: podes procurar um táxi partilhado até Errachidia, a cerca de 2 horas de distância (mais provável que existam bérberes a querer fazer esta viagem), e lá embarcar num autocarro da CTM até Fez. Será um dia longo e cansativo (a viagem da CMT obrigar-te-á ainda a um curto transbordo em Meknes), mas pelo menos tens a garantia de que chegarás a Fez num horário decente, e sem ter que pagar um balúrdio por um táxi privado. Para esta opção resultar, terás que sair de Merzouga rumo a Errachidia antes das 07h00, uma vez que os autocarros diurnos até Fez saem desta última às 09h30.
Resumo do 6º dia:
Após a longuíssima viagem de regresso do deserto e de uma noite bem dormida num dos muitos riads tradicionais de Fez, é então chegada a hora de ficares a conhecer outra das capitais imperiais de Marrocos. Aliás, e para além do título histórico, são muitos os pontos de semelhança com Marraquexe, começando pela extraordinária Medina, localmente apelidada de Fes el Bali. Tal como na “Cidade Vermelha”, não são autorizados carros no interior das muralhas, com a diferença de que a Medina de Fez é ainda maior e mais confusa – aliás, Fes el Bali é mesmo a maior e mais antiga de toda a África! No total, são mais de 9000 ruas e becos e 540 hectares de terra, fazendo também desta a maior zona exclusivamente pedonal do mundo. Assim, e sem mais demoras, vais dar entrada na Medina através do Bab Boujloud, o mais famoso dos portões monumentais de acesso ao centro histórico. Passando o portão, a Medina abre-se perante ti num infindável emaranhado de cores, cheiros e – pois claro – souqs! Embora estejam um pouco por todo o lado, a maioria das lojas e comércios de rua podem ser encontrados na margem ocidental do Rio Oued Bou Khareb, particularmente nas imediações da pitoresca Place Seffarine, e ao longo Talaa Kebira, considerada a principal artéria do centro histórico. De resto, é precisamente no início desta rua que encontrarás a Madraça Bou Inania (20 Dh), porventura o edifício religioso mais impressionante da cidade, originalmente construído no século XIV.
Seguindo pela confusão dos souqs da contagiante Talaa Kebira, podes ainda fazer um desviozinho até ao Museu Nejjarine (20 Dh). Não fosse Fez uma cidade de artesãos, este museu dedica-se à exibição de peças e obras em madeira criadas pelos maiores mestres marroquinos. Para além disso, fica hospedado dentro de um caravanserai, permitindo-te ver o interior renovado de um destes edifícios históricos! Perto da instituição, e adjacente à já mencionada Place Seffarine, recomendamos ainda a visita à Madraça el-Attarine (20 Dh), para muitos ainda mais bonita que a Bou Inania, e à Mesquita al-Quaraouiyine, considerada a universidade mais antiga do mundo. Originalmente um centro de estudos teológicos, a mesquita está agora circunscrita à sua função religiosa, embora continue oficialmente a fazer parte da mesma instituição de ensino superior desde 857. Tem em atenção que, à semelhança da esmagadora maioria das mesquitas marroquinas, esta também não está aberta a não-muçulmanos, pelo que terás que te contentar com um vislumbre do seu belíssimo pátio central. Com dia a caminhar para o final, não podes falhar a visita da praxe aos Curtumes Chouara, o mais famoso de todos os pátios de tratamento de peles/couro de Fez! Um centro desta actividade há mais de 900 anos, aqui podes assistir à forma como a matéria-prima é pigmentada antes de ser transformada em todo o tipo de objectos de uso diário. Para além disso, a vista dos vats (recipientes onde são colocadas as peles dos animais) coloridos em pleno centro histórico virou uma imagem de marca de Fez! Uma vez que não podes entrar nos pátios de curtumes, a maioria dos turistas costuma visitar uma das muitas lojas com vista para os vats. Embora isto seja tecnicamente gratuito, uma gorjetazinha ao dono da loja fica sempre bem. Finalmente, vais despedir-te do teu primeiro dia em Fez com a subida aos Túmulos Merínidas, situados no topo de uma colina do quarteirão de Borj Nord, já fora da Medina. Embora os túmulos estejam em péssimo estado, a vista sobre o centro histórico é imbatível! Amanhã há mais!
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Resumo do 7º dia:
Agora que já tiveste a oportunidade de explorar a Medina, vais aproveitar o teu segundo dia em Fez para ficar a conhecer algumas das outras atracções e distritos da cidade, começando pelo Quarteirão de Mellah. A par da Medina e do estatuto de cidade imperial, as comparações com Marraquexe são inevitáveis, ou não fosse também este o nome dado ao antigo distrito judaico da cidade. À semelhança do que acontece na Cidade Vermelha, já praticamente não vivem judeus em Fez, tendo restado alguns monumentos e edifícios de tributo à sua história e passagem, como o Cemitério Judaico ou a Sinagoga Aben Danan. Pelo meio, não deixes de passar no Palácio Real, construído quando os Merenídas iniciaram a urbanização desta parte da cidade. Hoje em dia, o edifício não está aberto ao público, mas vale sempre a pena dar uma vista de olhos no exterior. Daqui, vais deixar o distrito judaico para trás e reaproximar-te gradualmente da Medina, parando pelo caminho no Jardim Bou Jeloud, considerado o principal espaço verde da cidade. Fez é uma cidade belíssima, mas é também caótica e confusa, pelo que este é um local onde podes fazer uma merecida uma pausa.
Retomando o percurso, é então tempo de entrar novamente nas muralhas da Medina, mas agora para explorar a margem oriental do Rio Oued Bou Khareb, onde o ambiente é tradicionalmente mais local e menos turístico. Aqui, vale a pena começar por visitar o Palácio Glaoui (25 Dh), a mansão de um dos clãs mais poderosos de Marrocos nos séculos XIX e XX, cujos membros desempenharam funções de Vizir do Sultão e até de Pasha de Marraquexe. É uma residência humilde para os trâmites da nobreza europeia, mas não deixa de ser esteticamente magnífica. Finalmente, e já perto das margens do rio, não podes perder a Madraça Sarhij (20 Dh), recentemente renovada e trazida de volta ao seu esplendor, e a Mesquita Al-Andalus, famosa pelo seu imponente minarete verde e branco que se destaca da paisagem do resto do centro histórico.
Resumo do 8º dia:
Conhecida como a “Cidade Azul”, à conta do tom uniforme das suas casas e monumentos, Chefchaouen é um dos pontos turísticos mais populares de Marrocos, agraciando feeds de Instagram um pouco por todo o planeta! Uma vez que o tempo é escasso, terás apenas uma day trip para desfrutar da conhecida vila magrebina, pelo que terás que sair de Fez bem cedo pela manhã, de forma a fazeres render o dia por entre as duas viagens de autocarro (ida-e-volta) de 3h30 cada. Caso os horários não coincidam, podes sempre recorrer a um táxi partilhado ou a um tour organizado a partir de Fez. Chefchaouen não é propriamente um local com muito para ver ou visitar, mas sim o tipo de sítio onde o melhor a fazer é mesmo deambular pela Medina, aventurar-se pelas ruelas e becos e desfrutar dos vários souqs que aparecem um pouco por todo o centro histórico. Naturalmente, o grande atractivo é a cor azul que parece estar presente em todas as fachadas de Chefchaouen, assim pintadas pela gigantesca comunidade judaica que se estabeleceu na cidade para fugir à Inquisição na Península Ibérica. Ninguém sabe ao certo porque começaram a fazê-lo, sendo que uns apontam para a forma como o azul ajuda a arrefecer as casas e a repelir os mosquitos. O que é certo é que, séculos depois, os locais mantêm viva a tradição!
Seja como for, e para além de vagueares sem rumo, há sempre aquele conjunto exclusivo de 3 ou 4 sítios que não podes perder, como o Bab El Ain, principal portão de acesso à Medina, ou a Praça Uta el Hammam, considerada o epicentro de Chefchaouen. Nesta última, podes aproveitar para visitar o Museu Kasbah (60 Dh), uma espécie de museu etnográfico alojado no interior de um forte histórico, e para admirar a Grande Mesquita de Chefchaouen (embora, como é costume em Marrocos, os interiores estejam vedados a não-crentes). Para terminar o teu périplo em beleza, é absolutamente obrigatório subir até à Mesquita Espanhola, situada no topo de uma colina que se ergue logo à saída da Medina. Embora a mesquita em si esteja ao abandono, o que importa são as vistas fenomenais sobre o centro e sobre a paisagem salpicada de azul. O ponto alto (literal e figurativamente) antes do regresso a Fez.
Resumo do 9º dia:
Hora de deixar Fez para trás e fazer a curtíssima viagem (de autocarro ou comboio) até Meknes, a mais insuspeita de todas as cidades imperiais de Marrocos. De resto, assim que chegues quererás ir pousar as trouxas ao hotel, uma vez que terás apenas este dia para visitar a histórica localidade, antes de avançares para outras paragens. Posto isto, e sem demoras, vais começar pela visita clássica ao Mausoléu de Moulay Ismail, o Sultão que tornou Meknes capital imperial no século XVII, e um dos grandes responsáveis pela reconquista parcial do país a Britânicos e Espanhóis. Apesar de ficar situado no mesmo recinto de uma mesquita vedada a não-crentes, o mausoléu está aberto a todos os visitantes. Ainda antes de entrares no centro histórico muralhado, vale ainda a pena a visita à Prisão Habs Qara (10 Dh), um complexo subterrâneo onde o mesmo Sultão manteve aprisionadas dezenas de milhares de pessoas, utilizando-as como escravas durante o dia. De regresso ao rés-do-chão, é então hora de explorar a Medina de Meknes, começando pelo lendário Bab al-Mansour, o mais famoso de todos os portões de Marrocos. Aliás, o monumento é de tal forma impressionante, que já nem é sequer possível atravessá-lo, sendo necessário entrar na Medina através de umas entradas menores adjacentes.
Quanto ao centro, é o bê-á-bá a que por esta altura já estarás acostumado. Ruas estreitas, vias pitorescas e souqs por todo o lado – uma fórmula clássica, mas sempre impressionante! Logo depois do portão, vais dar de caras com a Praça Lahdim, uma espécie de versão de bolso da gigantesca Jeema El Fna de Marraquexe, sendo que podes aproveitar para admirar a confusão e visitar o Museu Dar Jamai (20 Dh), uma instituição de arte marroquina e, muito francamente, um dos edifícios com os interiores mais bonitos de todo o país. Aliás, só as salas e o jardim já merecem a paragem! De seguida, faz um curto desvio para norte e termina o teu itinerário de Meknes na Madraça Bou Inania (20 Dh) outra escola histórica islâmica. Para além da arquitectura típica, podes subir ao telhado da madraça e desfrutar das melhores vistas sobre a Medina. Junto à escola, podes ainda ver a Grande Mesquita de Meknes… mas só por fora!
Caso gostes de viajar em ritmo lento ou chegues a Meknes já a meio da manhã, podes ficar por aqui. No entanto, se madrugaste em Fez e conseguiste ver estas atracções em 2 ou 3 horas, então recomendamos vivamente que tires a tarde para visitar um local muito especial, situado a cerca de 30 km da cidade. Falámos – pois claro – das Ruínas de Volubilis (70 Dh), os vestígios arqueológicos romanos mais impressionantes de todo Marrocos, símbolo da presença de uma cidade com mais de 5000 anos. Para além de poderes explorar as ruínas de basílicas, ruas colunadas e termas, Volubilis é também conhecida pelo excelente estado dos seus mosaicos tradicionais. Para muitos, esta é A principal atracção turística de Meknes! Nas proximidades das ruínas, e uma vez que já estás na zona, sugerimos também uma passagem rápida por Moulay Idriss, o principal destino de peregrinação em Marrocos. No entanto, não são os templos ou mesquitas (encerradas a estrangeiros) que fazem por merecer uma visita. Em vez disso, é a localização desta vila, no topo e ao longo das escarpas de duas colinas, que a tornam um ponto bastante cénico para adicionar ao roteiro. Se não tiveres tempo para mais nada, faz pelo menos questão de encetar num breve passeio pelas ruas de Moulay e de subir à La Grande Terrasse para a vista mais emblemática da vila, antes de regressares a Meknes. Um dia ocupado, mas extremamente gratificante!
Quanto à logística da tarde, e até porque não tens grande tempo, a nossa sugestão é que te desloques até ao Institute Française de Meknes, onde congregam os táxis partilhados (grand taxis), e apanhes um até Moulay Idriss. Dada a proximidade, não terás que esperar muito até que o táxi encha antes de partir. Como sempre, podes encontrar mais informações sobre o funcionamento dos transportes no nosso Guia Geral de Marrocos. Pela viagem, conta pagar cerca de 20 Dh. Já para o troço entre Moulay e Volubilis, terás que trocar para um táxi privado. Neste caso, pela viagem de 5 minutos + tempo de espera + regresso (caso queiras jogar pelo seguro), não contes com menos de 40/50 Dh. De regresso à vila, tens depois que encontrar outro táxi partilhado até Meknes (mais 20 Dh). Como alternativa, se tudo isto te parece demasiado trabalhoso, podes simplesmente contratar um tour privado desde Fez que já inclua a visita a Meknes, Volubilis e Moulay Idriss. Estes tours costumam terminar com o regresso a Fez, mas podes simplesmente dizer ao guia que no final do dia ficas em Meknes.
Resumo do 10º dia:
Com a tua aventura por terras Marroquinas a aproximar-se do triste final, é agora altura de arrepiar caminho até Essaouira, a última paragem do roteiro. Infelizmente, para lá chegares terás que aguentar uma longa e chata viagem de 11 a 13 horas a bordo de um autocarro da CTM, o que significa que não haverá tempo para muito mais. Uma vez que não existem viagens directas, terás que fazer transbordo em Casablanca.
Para o caminho mais rápido possível (mesmo assim umas boas 9 horas), podes apanhar o comboio rápido de regresso a Marraquexe, e lá mudar para um autocarro da Supratours em direcção a Essaouira. Seja como for, será sempre um dia perdido, pelo que deves aproveitar para comer e descansar bem, antes da última etapa de exploração.
Resumo do 11º dia:
Apesar do regresso a casa estar incomodamente próximo, queremos brindar-te com um último dia memorável em Essaouira, cidade também conhecida como Mogador. À excepção de Merzouga, no deserto, Essaouira é bem mais pequena que qualquer outra cidade que tenha feito parte do teu roteiro, assemelhando-se mais a uma relaxada vila piscatória. Aqui, tudo parece passar de forma mais vagarosa, permitindo-te desfrutar de forma mais tranquila dos últimos cartuchos da viagem. Como não poderia deixar de ser, o coração da vila reside no interior da sua Medina, outro exemplo premium da arquitectura antiga marroquina e das suas muitas influências estrangeiras (incluindo portuguesas). Se por esta altura já estarás mais que habituado aos souqs e às fachadas históricas, o que distingue a Medina de Essaouira das demais é a possibilidade de poderes caminhar ao longo das suas Muralhas, que caprichosamente se erguem junto às margens do Atlântico. De resto, esta é uma das caminhadas mais cénicas e agradáveis que o país tem para oferecer!
Chegado à zona portuária, podes aproveitar para subir à Torre Borj El Barmil, o melhor miradouro de Essaouira, e que é parte integrante da aclamada Sqala du Port (50 Dh), uma plataforma de artilharia – tecnicamente parte das muralhas – que se tornou famosa por após ter sido um dos principais locais de filmagem da série “Game of Thrones”. Fora das muralhas, e praticamente abaixo da Sqala du Port, é ainda obrigatório assistir ao quotidiano no Porto de Pesca. À conta da sua localização, Essaouira está intimamente ligada à actividade piscatória, pelo que este é um excelente local para fazer people-watching à medida que os barcos chegam e são rapidamente descarregados. Às vezes, são até feitos leilões de peixe na hora! Finalmente, e para a derradeira despedida, nada melhor que arriscar num mergulho na Praia de Essaouira. Alerto, contudo, que este está longe de ser o local ideal para fazer praia (para isso, tens que ir mais para sul, até Agadir), uma vez que os areais da vila são famosos pelos seus ventos quasi-perpétuos. No entanto, essa condição transformou a vila num destino bastante badalado entre os amantes de windsurf! Seja como for, um bom sítio para tomar uma bebida antes da curta viagem de autocarro até Marraquexe, onde terás à tua espera o voo de regresso.
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Resumo do 12º dia:
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